...
Bom, após causar no duty free e ter que deixar minha Grey Goose de 2L de lado (música muito triste) eu entrei na fila para finalmente sair para a área de desembarque.
Será que os "véios" estavam lá? Ai xesuis que eu não estava me aguentando mais...quando dobrei a esquininha eu vi uma multidão aglomerada e na olhadinha rápida que dei, não vi meus pais. Continuei andando para a direita e aí vi os dois espremidos no pilar.
Esqueci que estava no Brasil e larguei meu carrinho com malas, compras e inclusive minha bolsa e corri para abraçá-los gritando mãããããeeeeee - paaaaaiiiiiiiii que saudades!!! Fiquei lá chorando abraçada com eles, foi muito bom sentir o abraço dos dois...pqp que saudades!
Hoje, praticamente um mês depois do meu retorno, eu me arrepio só de lembrar.
1 ano, 11 meses e 10 dias longe de casa...I did it :)
Tirei uma fotinho para registrar o momento e seguimos para o carro. Eu trouxe o mochilão, uma mala pequena de rodinhas que comprei em Londres com roupa MUITO suja (meia chulenta rulezz) e minha mochila de sempre.
Quem me viu largar as coisas e correr deve ter pensado que eu estava há muitos anos fora de casa, mas quem via minha singela bagagem de mochileira deve ter pensado que eu estava muito sentimental, porque com aquela quantidade de bagagem eu não deveria estar há mais de 1 mês fora de casa.
O importante é que tudo, tuuuuuuuuudo deu mais que certo. (au pair, mochilão e bagagem)
Chegamos no carro e eu, automaticamente, coloquei minha mochila embaixo do banco do meu pai e pus a bolsa embaixo do banco da minha mãe. É...tem coisas que EUA nenhum apagam da gente.
Motoqueiros, trânsito, congestionamento, flanelinhas, gente suspeita e vamo que vamo, welcome to São Paulo! Nada tirava o sorriso do meu rosto (contanto que eu não levantasse os braços...hahahaha).
Cheguei em casa e aproveitei aquele sentimento de "estou de volta, tudo é novo" que só ia acontecer naquele dia e nunca mais. Senti bem os cheiros, olhei com olhos de criança e prometi que faria o máximo possível para não comparar e não me irritar com as diferenças.
Tomei um banho e lembrei como era bom tomar banho num banheiro com janela. Som no talo, porta aberta e depois ainda saí pelada do banheiro para meu quarto (meus pais tinham saído para comprar pão fresco).
No meu mural minha tia preparou uma surpresa: um scrapbook com fotos dos Melekinhas e outro com fotos minhas. Tinha presente, docinhos e uma caixinha com $ - meu presente de aniversário.
Depois do café meu pai saiu para trabalhar e minha mãe foi fazer o almoço. Eu estava ligada no 520, se é que isso é possível, e mesmo sem ter visitado o salão de beleza eu liguei para ele, pois queria vê-lo.
Rá! Maravilha poder ligar sem ser pelo skype, maravilha saber que estávamos a menos de 2km de distância, maravilha sentir tantas emoções boas num só dia.
Um dia eu conto essa história direitinho, ela é bem fofa.
À noite meus avós, tio e tias vieram jantar em casa e fiquei muito feliz em revê-los...mesmo tendo me assustado com a magreza da minha vozinha...putz :(
No dia seguinte eu peguei o carro e fui até o salão. Não deixei o carro morrer, mas me senti incapaz de dirigir, cantar, conversar e prestar atenção em nada ao redor, que não fosse o trânsito. Muito esquisito, mas uma semana depois eu já estava ninja no volante.
Cortei o cabelo, fiz depilação (moça, arranca tudo, menos meu cabelo...rs), fiz tudo que tinha direito e ainda usei uma roupa nova!
À noite meu irmão, minha cunha e ele vieram comer pizza (com borda recheada de cheddar) e tomar suco de maracujá...hehehe
Bom, depois que fui me reacostumando a tudo, principalmente ao fuso horário e a comida, a vida segue normalmente.
Até que demorei para colocar meu CV online, mas agora que o fiz, estou no aguardo. Estou fazendo meus contatos e hoje acordei com a macaca...coisa boa está por vir.
Eu li que quando estamos nos EUA os pretendentes brasileiros aparecem do nada. Tenho que concordar e muito. Eu e mais 3 amigas estávamos de papo com rapazes, já conhecidos, aqui no Brasil e agora nós 4 estamos de volta e estamos namorando. Cada uma com sua história, tentando marcar um dia para nos encontrarmos e colocarmos o papo em dia.
Tem dias que bate a leseira e fico chateada de não ter o que fazer, mas levo bronca das amigas e tudo fica bem novamente.
Esse intercâmbio foi a melhor coisa que eu poderia ter feito na vida. Olho para trás e fico com orgulho da minha trajetória. Para quem não sabia organizar uma viagem até Connecticut, eu me saí muito bem nesse mochilão. Mesmo com os perrengues do albergue eu não me arrependo de nada.
Acho que é isso aí...eu ainda volto para contar alguns micos e outras coisas.
parti!
Taxi mais barato em São Paulo
20 horas atrás